"Nenhum afogado pode saber qual a gota de água que fez parar o seu último suspiro...
domingo, 6 de dezembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
a NOSSA estrela, a mais brilhante, dizias Tu!
Aquela noite, todo aquele enredo envolto em recordações e memórias passadas, fez-me questionar tudo o que tomara por certo.
E a crença de que tudo iria mudar de que tudo seria diferente sobrepôs-se a todas as mágoas, a todas as lágrimas derramadas. Já nada contava a não ser o facto de te ter ali, tu junto a mim, com a tua respiração colada ao meu ouvido, com o teu bater que sentia como se fosse meu...
Sob o céu, mais iluminado que alguma vez vira, fizemos juras intercaladas com o domínio que exercias sobre mim. E quando te pedi um dos astros, que brilhava incansavelmente, interrogaste-me sobre qual pretendia obter. Sabias o que dizer para me deixar vunerável, sentia-me tão fraca e ao mesmo tempo tão cheia de vida.
Disses-te :" A nossa estrela tem que ser a mais brilhante, vais olhá-la todas as noites e recordar-te de NÓS?! "
Respondi-te com um sorriso, que sim!
Eu tentei , levantava-me a meio da noite para ir à janela e procurar a NOSSA estrela, fi-lo até não conseguir mais. Voltei à fase da frustração. As juras que não cumpris-te matavam cada dia mais e mais a vontade de me recordar de ti e de prolongar , por momentos, a tua presença em mim.
Tornou-se HUMILHANTE ter que te encarar todos os dias enquanto te divertias com A outra!
O teu riso de gozo quando vias que te observava enjoava-me, a tua expressão animalesca faz-me ter ainda mais enjoo de mim própria por , um dia ter estado completamente e irredutivelmente entregue a um estado de epatia total, imersa no que pensava ser amor por ti, o que hoje vejo que não passou de uma total obcessão!
Sei que provalvelmente a maioria das pessoas limita-se não a não acreditar em mim, mas sim a pensarem que realmente acredito no que digo, mesmo não sendo verdade. Mas posso assegurar-me a mim própria que é PASSADO! Desta é a derradeira vez! Sinto-me tão forte, consigo dominar-me, e ser eu mesma a comandar na minha existência!
Quanto a ti, espero que consigas um dia ver a podridão em que te tornas-te!
Aquela noite, todo aquele enredo envolto em recordações e memórias passadas, fez-me questionar tudo o que tomara por certo.
E a crença de que tudo iria mudar de que tudo seria diferente sobrepôs-se a todas as mágoas, a todas as lágrimas derramadas. Já nada contava a não ser o facto de te ter ali, tu junto a mim, com a tua respiração colada ao meu ouvido, com o teu bater que sentia como se fosse meu...
Sob o céu, mais iluminado que alguma vez vira, fizemos juras intercaladas com o domínio que exercias sobre mim. E quando te pedi um dos astros, que brilhava incansavelmente, interrogaste-me sobre qual pretendia obter. Sabias o que dizer para me deixar vunerável, sentia-me tão fraca e ao mesmo tempo tão cheia de vida.
Disses-te :" A nossa estrela tem que ser a mais brilhante, vais olhá-la todas as noites e recordar-te de NÓS?! "
Respondi-te com um sorriso, que sim!
Eu tentei , levantava-me a meio da noite para ir à janela e procurar a NOSSA estrela, fi-lo até não conseguir mais. Voltei à fase da frustração. As juras que não cumpris-te matavam cada dia mais e mais a vontade de me recordar de ti e de prolongar , por momentos, a tua presença em mim.
Tornou-se HUMILHANTE ter que te encarar todos os dias enquanto te divertias com A outra!
O teu riso de gozo quando vias que te observava enjoava-me, a tua expressão animalesca faz-me ter ainda mais enjoo de mim própria por , um dia ter estado completamente e irredutivelmente entregue a um estado de epatia total, imersa no que pensava ser amor por ti, o que hoje vejo que não passou de uma total obcessão!
Sei que provalvelmente a maioria das pessoas limita-se não a não acreditar em mim, mas sim a pensarem que realmente acredito no que digo, mesmo não sendo verdade. Mas posso assegurar-me a mim própria que é PASSADO! Desta é a derradeira vez! Sinto-me tão forte, consigo dominar-me, e ser eu mesma a comandar na minha existência!
Quanto a ti, espero que consigas um dia ver a podridão em que te tornas-te!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Carroussel
...
Sim, é o que me parece esta coisinha a que teimam de chamar de vida.
Vi-te estavas bastante diferente.
Bastante bonito, aliás.
Fizes-te questão de voltar atrás para cumprimentar todas.
Todas excepção, claro, eu.
Risos, abraços e beijinhos para todas.
Cheguei, disse-te um tímido "hey" na expectativa de pelo menos um Olá!
Viras-te-te para seguires o teu tão aterefado caminho.
Lembraram-te de que também estava presente e tu nada.
Um simples abanar de braços para me despachares.
Confesso que esperava mais, depois de tudo o que passámos...
No meio da minha tão pesada cara, e da euforia envolta daquele cenário festivo, alegremente fui chamada a partilhar de uma diversão que já não me parecia tão divertida assim...
O carrossel girava e girava numa tal velocidade, como aquela em que tudo se passava connosco.
Saltava de um jeito parecido ao que tu saltas de rapariga em rapariga.
E andava para trás do mesmo jeito que fiquei depois de te ver.
A ver as nossas histórias, os nossos momentos.
Tudo para trás, tipo filme.
Uma sequência da minha panca por ti.

(05-06-09)
...
Sim, é o que me parece esta coisinha a que teimam de chamar de vida.
Vi-te estavas bastante diferente.
Bastante bonito, aliás.
Fizes-te questão de voltar atrás para cumprimentar todas.
Todas excepção, claro, eu.
Risos, abraços e beijinhos para todas.
Cheguei, disse-te um tímido "hey" na expectativa de pelo menos um Olá!
Viras-te-te para seguires o teu tão aterefado caminho.
Lembraram-te de que também estava presente e tu nada.
Um simples abanar de braços para me despachares.
Confesso que esperava mais, depois de tudo o que passámos...
No meio da minha tão pesada cara, e da euforia envolta daquele cenário festivo, alegremente fui chamada a partilhar de uma diversão que já não me parecia tão divertida assim...
O carrossel girava e girava numa tal velocidade, como aquela em que tudo se passava connosco.
Saltava de um jeito parecido ao que tu saltas de rapariga em rapariga.
E andava para trás do mesmo jeito que fiquei depois de te ver.
A ver as nossas histórias, os nossos momentos.
Tudo para trás, tipo filme.
Uma sequência da minha panca por ti.

(05-06-09)
Ao meu melhor cliente
As mensagens que trocámos e que eu guardei com todo o cuidado são relidas vezes e vezes sem contas.
Não percebo por que o faço, já as sei de cor.
Apenas me mostram que fui feliz e a felicidade acabou.
Apenas me mostram que me deixei iludir pela minha fome de me sentir amada.
Apenas me mostram que me usas-te para saciar a tua sede de me ter no teu menu.
Sabes, cansei de ser o teu alimento.
O restaurante faliu, o self-service fechou.
Renova a tua ementa.
Pois eu renovar-me-ei por completo.
Cansei de ser usada e abusada.
Cansei de estar sempre à tua disposição, quando havia escassez de alimento.
Não sou segunda alternativa para ninguém.
O que sentia (sinto) por ti não morreu (quem me dera), mas cansei de matar o meu respeito próprio.
E quanto à minha insaciável vontade de me sentir amada essa consome-me cada dia que passa.
Estar contigo tinha-se tornado uma droga à qual estava tão agarrada…
Esse vício consumia-me mas alimentava-me em simultâneo.
Agora resta apenas a fraqueza de meu corpo por já não sentir o teu…
E ao meu melhor cliente, um pedido de desculpas pelo incómodo mas o estabelecimento encontra-se (de momento) encerrado!
Atenciosamente,
Adriana Lopes
As mensagens que trocámos e que eu guardei com todo o cuidado são relidas vezes e vezes sem contas.
Não percebo por que o faço, já as sei de cor.
Apenas me mostram que fui feliz e a felicidade acabou.
Apenas me mostram que me deixei iludir pela minha fome de me sentir amada.
Apenas me mostram que me usas-te para saciar a tua sede de me ter no teu menu.
Sabes, cansei de ser o teu alimento.
O restaurante faliu, o self-service fechou.
Renova a tua ementa.
Pois eu renovar-me-ei por completo.
Cansei de ser usada e abusada.
Cansei de estar sempre à tua disposição, quando havia escassez de alimento.
Não sou segunda alternativa para ninguém.
O que sentia (sinto) por ti não morreu (quem me dera), mas cansei de matar o meu respeito próprio.
E quanto à minha insaciável vontade de me sentir amada essa consome-me cada dia que passa.
Estar contigo tinha-se tornado uma droga à qual estava tão agarrada…
Esse vício consumia-me mas alimentava-me em simultâneo.
Agora resta apenas a fraqueza de meu corpo por já não sentir o teu…
E ao meu melhor cliente, um pedido de desculpas pelo incómodo mas o estabelecimento encontra-se (de momento) encerrado!
Atenciosamente,
Adriana Lopes
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